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Close: Letícia Colin – Foto: Pedro
Paulo Figueiredo/Carta Z Notícias – Data: 06/09/2005 – A menção dos
créditos é obrigatória
Baile de juventude
por Alexandre Coelho
TV Press
No
esplendor de seus 15 anos de idade, Letícia Colin pouco lembra as
meninas de sua faixa etária. Segura e articulada, a atriz, que vive a
esforçada Marta em “Floribella”, da Band, tem em comum com sua atual
personagem um amadurecimento precoce típico de quem começou a trabalhar
– e assumir responsabilidades – muito cedo. Mas nada disso assusta
Letícia. Ao contrário, a atriz admira quem, como sua personagem, vai à
luta. “A Marta é uma jovem batalhadora, que cuida da família e começou a
trabalhar muito cedo para dar uma força em casa. Ela mete a mão na
massa”, elogia.
A determinação que é ponto comum entre atriz e
personagem, no entanto, tem razões bem distintas. Enquanto Marta foi
obrigada a trabalhar em um salão de beleza por necessidade, para ajudar
a família, Letícia, por vontade própria, sempre quis enveredar pela
carreira artística. E desde os oito anos passou a fazer comerciais até
que, dois anos mais tarde, foi aprovada nos testes para viver a Glorinha
no seriado “Sandy & Júnior”. O trabalho acabou representando a primeira
grande mudança no caminho do amadurecimento da atriz. “Foi meu primeiro
trabalho na tevê e eu tive que morar durante um ano e meio em Campinas,
onde era filmada a série”, conta.
A segunda e mais drástica mudança viria em 2002, quando
Letícia, então com 12 anos, foi convidada para interpretar a Kailane, em
“Malhação”. Dessa vez, a atriz deixou Santo André, sua cidade natal, e
se mudou para o Rio. O papel é considerado por Letícia como o que mais
lhe trouxe experiência e o mais marcante da sua carreira até o momento.
A tal ponto que ainda hoje é chamada nas ruas de Kailane. Mais do que o
personagem, porém, a própria mudança para o Rio deixou marcas na jovem
atriz. “A adaptação foi muito difícil porque eu sou muito ligada ao meu
pai e ao meu irmão, que ficaram em Santo André. Eu tinha 12 anos e
chorava muito, era muita coisa nova: casa, cidade, colégio...”, recorda
Hoje, já plenamente adaptada ao estilo carioca de viver,
Letícia Colin fala, se não como uma veterana, ao menos como uma
profissional madura e com pleno controle sobre a própria carreira. Tanto
que não hesitou ao aceitar o convite para trocar a Globo – onde estava
apresentando a TV Globinho – pela Band e integrar o elenco de “Floribella”.
Para ela, o importante é estar fazendo arte, independente do lugar. A
atriz vai além e enaltece até mesmo o fato de poder crescer junto com o
novo pólo de teledramaturgia que a emissora vem criando. “É um processo
maravilhoso, que enriquece você como atriz. A gente aprende a ficar
ligada no todo e isso é muito bom. É um projeto bacana”, salienta.
Crescimento, aliás, é palavra de ordem no atual momento da vida de
Letícia Colin. Um outro aspecto dessa evolução se traduz pelo flerte da
atriz com temas mais adultos. Freqüentemente associada a tramas e
abordagens com temáticas adolescentes, ela vem buscado textos que a
façam exercitar um lado adulto e mudem um pouco essa identificação com o
público infanto-juvenil. A primeira experiência nesse sentido veio no
ano passado, quando Letícia participou de uma montagem teatral de
“Fascinação”, de Nélson Rodrigues. Mais adulto, impossível. “Você pode
ser adolescente para falar com adolescentes. Mas para falar para um
público adulto é preciso ter algo de adulto. Eu cresci muito, amadureci,
é uma peça difícil, um drama”, avalia.
Toda essa dedicação profissional é fruto de uma
verdadeira devoção que a atriz tem pela atividade artística. Mais do que
a oportunidade de atuar e desenvolver sua vocação, Letícia vê com um
filtro quase sagrado a possibilidade de passar alguma mensagem ou emoção
para outras pessoas. Para ela, atingir tanta gente ao mesmo tempo é algo
que deve ser levado muito a sério. “A possibilidade de falar com
milhões de pessoas é algo tão grande, tão maravilhoso, que não pode ser
de qualquer jeito. O artista tem que fazer o seu melhor, porque ele não
faz arte para si, mas para o mundo”, filosofa.
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